NOTA À IMPRENSA | Atingidos do Rio Doce pedem respeito ao CNJ

Em nota, lideranças afirmam que decisão do Conselho Nacional de Justiça de adiar audiência pública sobre repactuação na Bacia do Rio Doce reduz ainda mais a participação dos atingidos no processo de reparação do crime

Ato dos atingidos pelo rompimento da Barragem da Samarco em Mariana. Foto: Mídia Ninja

Desde o início, denunciamos que reuniões online não são participação, mas havia um compromisso assumido pelo Poder Judiciário de que, no mínimo, este espaço haveria para falarmos de nossa situação. Agora, o que já era virtual e limitado perde sua razão. Não faz sentido fazer esta audiência ano que vem se a 12ª Vara Federal decide o que quer ignorando a pauta de discussão e depois que as reuniões em portas fechadas já “resolveram” tudo.

Repudiamos este processo. Ele não nos representa. Queremos respeito do CNJ, das empresas e dos governos. Queremos participar decidindo os rumos do processo, tendo informações independentes e condições objetivas para acompanhar. De outra forma, não aceitamos sermos usados para algo que não aponta para a reparação integral, mas para interesses eleitorais e do lucro das mineradoras.

Esperamos que as instituições de justiça repudiem igualmente este adiamento, bem como toda esta forma de negociação sem participação dos atingidos e atingidas.

Assinam a Nota:

Comissão dos Atingidos e Atingidas de Barra Longa

Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais na Agricultura Familiar de Periquito

Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB)

Associação de Pescadores de Conselheiro Pena – ASPEC

Comissão dos Atingidos e Atingidas de Conselheiro Pena
Associação Beira Rio Sustentável – Conselheiro Pena

Comissão Municipal de Atingidos de Colatina/ES
Comissões de Atingidos e Atingidas de 21 bairros organizados em Governador Valadares

Comissão dos Atingidos e Atingidas de Sem Peixe

Fórum Permanente em Defesa do Rio Doce

Colônia de Pescadores Z43 Conselheiro Pena e região

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